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Indústria baiana deve crescer até 2% em 2022, estima FIEB

A indústria representa 24% do PIB da Bahia

O ano de 2022 deve ser de expansão para a indústria baiana. A estimativa é que o setor cresça entre 1,5% e 2%. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), os setores de alimentos e bebidas e de refino devem ser os principais responsáveis por esse resultado positivo.

A expectativa é bem diferente da encontrada em 2021. O setor de transformação (refino, químico, metalurgia, alimentos), por exemplo, apresentou resultado negativo e deve fechar o ano com uma queda de 14% na produção. Desfecho puxado pela indústria de refino, que registrou uma parada de manutenção e gerou um grande impacto na indústria como um todo.

“Outro setor muito importante que gerou esse impacto negativo foi o de automóveis. Com o fechamento da Ford, anunciado no início do ano, esse setor praticamente zerou, teve uma queda de 95% na comparação janeiro a outubro de 2021, em relação ao mesmo período de 2020. Esses dois setores foram os principais responsáveis por essa forte queda, mas tivemos outros que também registraram resultados negativos. Um deles é a metalurgia, cuja queda foi de 11% nesse período e tem um peso importante na nossa indústria”, cita o gerente executivo de Desenvolvimento Industrial da FIEB, Marcus Verhine.

Já a construção civil, importante gerador de empregos e setor de peso na indústria baiana, teve um ótimo desempenho em 2021, mas não deve continuar tão bom no ano que chega. A alta de juros será o principal vilão da história. Ainda assim, continuará empregando.

“Alimentos e bebidas é um setor que emprega bastante e deve ter resultado positivo também em 2022, até por conta da influência do Auxílio Brasil, que pode dar um estímulo a este setor. Há uma perspectiva positiva em relação ao próprio setor de refino, com a possibilidade de novos investimentos da nova controladora da Refinaria Landulpho Alves, que foi privatizada”, elenca Verhine. Ele cita também que os setores de química e extrativa mineral devem apresentar expansão no ano que vem, ainda que pequena.

Impacto

A indústria representa 24% do PIB da Bahia. Extremamente importante para o estado, o setor é influenciado por diversos fatores, como câmbio, inflação, infraestrutura, custos trabalhistas e tributários, estabilidade política, legislação.

“Os juros, por exemplo, impactam a construção civil por conta dos financiamentos das pessoas que desejam adquirir imóveis. Se aumenta o custo, então diminui um pouco a demanda e diminuem também os investimentos. A própria infraestrutura a gente nota que, por conta da pandemia, houve gargalos nas cadeias produtivas que aumentaram os custos de produção e dificultaram a logística, o que aumentou os fretes”, acrescenta o gerente executivo de Desenvolvimento Industrial.

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