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Cerca de 17 milhões de consumidores devem ir às compras de última hora

Pesquisa aponta expectativa de promoções, espera do 13º salário e falta de tempo como causas
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As compras de última hora para o Natal devem movimentar 17 milhões de consumidores em todo o país, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (23) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Offer Wise Pesquisas.

O número representa 12% das pessoas que devem adquirir presentes neste ano.

Entre os motivos que levam os brasileiros a deixar as compras para a semana final antes da festa, 48% responderam que aguardam promoções. Já 24% esperaram o pagamento da segunda parcela do 13º salário, enquanto 23% ficaram sem tempo para ir às lojas com antecedência.

O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, José César da Costa, alerta que as compras de última hora exigem um planejamento adicional. Ele orienta que o consumidor deve fazer uma lista com os nomes das pessoas que deseja presentear, definir o valor que vai gastar com cada uma e levar o dinheiro contado.

“Muitos consumidores deixam para comprar os presentes nesta semana por causa do recebimento da segunda parcela do 13º salário. Mas se o consumidor deixa para comprar muito em cima da hora, acaba não tendo tempo para pesquisar preços e, consequentemente, gasta mais. Sem mencionar o risco de não encontrar o produto desejado e ter que optar por algo mais caro, comprometendo o orçamento”, aconselha.

Costa também destaca que a pressa pode levar a compras impulsivas e que ainda há o estresse das filas em caixas e estacionamentos, por isso, a necessidade de se preparar antes de sair de casa.

A pesquisa ouviu 759 pessoas de todas as capitais brasileiras e classes sociais, entre 6 e 14 de outubro. A margem de erro é de 3,6 p.p. e 3,8 p.p., com intervalo de confiança de 95%.

Confederação projeta R$ 68,4 bilhões com compras de Natal

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas destaca que o Natal segue como a data mais importante para o comércio. Segundo pesquisa da entidade, 123,7 milhões de pessoas devem ir às compras, movimentando R$ 68,4 bilhões.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a retomada das atividades econômicas, a entidade aponta que 77% dos consumidores devem comprar presentes, com o retorno ao patamar pré-pandemia.

Entre os consumidores ouvidos, 62% vão presentear os filhos. Já 45% vão garantir uma lembrancinha para a mãe e 42% para o cônjuge. O levantamento também mostra que 69% vão comprar produtos para si mesmo. O tíquete médio será de R$ 122.

Os itens mais procurados são roupas (61%), brinquedos (37%), perfumes e cosméticos (36%), calçados (36%) e acessórios (24%).

Já entre os que não vão às compras no Natal, 26% alegam não ter dinheiro, 19% não gostam ou têm o costume e 16% estão desempregados.

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