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Economia Na casa do jornalista Rodrigo Barros, 31 anos, a torcida pelo hexacampeonato da Seleção Brasileira já começou (Foto: Edimar Soares)

Crisley Cavalcante
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O brasileiro é, inegavelmente, ligado ao futebol. E quando chega o período da Copa do Mundo, essa conexão se intensifica ainda mais. Muitos mudam hábitos de consumo somente para participar de forma mais ativa do campeonato. Segundo projeção do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o mundial de futebol, que começa no dia 20 de novembro e segue até 18 de dezembro no Catar, deverá movimentar R$ 20,3 bilhões na economia nacional.

Além disso, cerca de 60 milhões de brasileiros pretendem fazer compras no comércio e no setor de serviços durante o período, de acordo com a Confederação nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), gerando R$ 1,48 bilhão em vendas. Deste total, R$ 28 milhões são no Ceará.

A entidade estima crescimento de 7,9% em relação ao faturamento de 2014, ano que o Brasil foi sede da Copa do Mundo. “A Copa do Mundo vem depois de um período de pandemia que trouxe reflexos profundos ao varejo, que está retomando os volumes de venda e, nesse sentido, esse crescimento deve ser comemorado”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Com a proximidade do mundial, muitos brasileiros já se preparam para reunir amigos e familiares e aproveitar um mês intenso de futebol. É esse o clima na casa do jornalista Rodrigo Barros, 31 anos, onde a torcida pelo hexacampeonato já começou.

“Futebol é uma paixão nacional. Desde pequeno, acompanho com meus familiares e participamos ativamente das competições, inclusive, sempre que posso vou ao estádio. Para a Copa do Mundo, com certeza, vamos enfeitar a casa, convidar amigos e acompanhar as partidas, principalmente as da Seleção Brasileira”, afirma.

Comportamento

Morador de Fortaleza, Rodrigo e seus familiares estão entre os 74% dos brasileiros que pretendem acompanhar as partidas de casa, conforme pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box. Outros 47% disseram que a ideia é ir para a casa de amigos, 24% devem ver os jogos em bares, e 17% no trabalho.

O levantamento revela que, na lista de compras para deixar a torcida mais animada, além da camisa da Seleção, itens como bandeira (39%), copo/caneca (24%), buzina (21%), vuvuzela (18%) e apito (16%) também devem ganhar destaque.

Televisores

Mas a disposição do brasileiro para gastar com itens da Copa do Mundo não param por aí. Segundo a pesquisa, 21% dos brasileiros entrevistados desejam comprar uma TV nova para assistir aos jogos. Também ganham destaque produtos como churrasqueira (10%), cooler (8%), celular (7%) e som (6%).

Por outro lado, apenas 23% estão dispostos a comprar o tradicional álbum de figurinhas da Copa do Mundo. Entre aquelas que possuem o álbum, 23% já o completaram e 90% trocaram figurinhas com outras pessoas. Outros 51% não compraram o produto por considerá-lo muito caro.

Na avaliação do economista e membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, o mundial sempre contribui para de forma positiva para a economia do Brasil, onde a cultura do futebol é forte, movimentando não só atividades ligadas ao comércio e serviços, mas também segmentos da indústria.

Cenário

“Passadas as eleições, as atenções agora se voltam para as festividades de fim de ano, que em 2022 conta com a Copa do Mundo. Naturalmente, o comércio vai se direcionar na comercialização de produtos relacionados ao mundial, principalmente com bebidas, vestuários e eletroeletrônicos”, diz, lembrando da importância da Black Friday para a venda desses itens.

O economista observa que, com a melhora da atividade econômica do Brasil, há maior expectativa pela geração de empregos temporários na reta final do ano. “O mercado de trabalho está se recuperando. Isso, aliado a fatores como Auxílio Brasil e 13º salário, deve favorecer a nossa economia”, acrescenta.

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