O Otimista

Panorama

Luciano Rodrigues
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Foto: Divulgação

O futebol cearense termina com saldo geral melancólico em relação as disputas de Campeonato Brasileiro. Com três rebaixamentos, duas permanências entre as Séries A e C e nenhum acesso, o estado volta a contar com representantes em todas as divisões da competição em 2023, feito que não se repete desde 2011.

As quedas de Ceará, da Série A para a B, e de Atlético-CE e Ferroviário, da Série C para a D, colocam pelo menos um representante cearense em cada uma das quatro divisões do Brasileirão, o que não ocorria há 12 anos. Na ocasião, o futebol do estado também terminou com poucos motivos a comemorar.

A história conta

Em 2011, o Vovô iria para o segundo ano de Série A, mesma situação do Icasa na Série B e do Fortaleza na Terceirona. O Tricolor também recebia a companhia do campeão da quarta divisão, Guarany de Sobral. Guarani de Juazeiro, na Série D, fechava a participação cearense nos Campeonatos Brasileiros daquele ano.

A temporada, no entanto, não foi boa. O Alvinegro, assim como em 2022, acabou rebaixado à Série B, na 18ª posição da elite do futebol nacional com apenas 38 pontos conquistados. A degola também atingiu o Icasa, que caiu para a Terceirona com 47 pontos em 17º lugar.

Na Série C, Guarany de Sobral e Fortaleza lutaram até as últimas rodadas contra o rebaixamento à quarta divisão, mas asseguraram a permanência com nove pontos no grupo B do torneio. O Guarani de Juazeiro ficou pelo caminho na primeira fase da Série D, com 11 pontos somados no grupo A3.

Altos e baixos com recordes

Em 2022, o futebol cearense bateu recorde com o maior número de participantes no Campeonato Brasileiro: oito no total. Na Série A, Ceará e Fortaleza; na Terceirona, Atlético-CE, Ferroviário e Floresta; e na Série D, Crato, Icasa e Pacajus.

Com más campanhas, o Ceará foi rebaixado para a Série B, enquanto que o Atlético-CE e o Ferroviário caíram para a quarta divisão. Apenas o Fortaleza, em inédita campanha de recuperação na elite do Brasileirão, e o Floresta na Terceirona asseguraram a permanência para 2023 nas respectivas divisões.

Na Série D, os caririenses Icasa e Crato ficaram ainda na primeira fase, sem avançar no grupo A3. O Pacajus, por sua vez, conseguiu a classificação no grupo A2, mas foi eliminado já na segunda fase para o Rio Branco-AC.

Para 2023, o futebol cearense mantém os mesmo oito participantes de 2022, mas com mudanças nos nomes. Enquanto o Fortaleza fica na Série A pelo quinto ano consecutivo, o Ceará retorna à Segundona após cinco anos longe. Na Série C, o Floresta segue na disputa, mas agora como único representante do estado.

Na Série D, saem Icasa e Crato, e pela primeira vez na história, a competição terá cinco representantes do estado. Atlético-CE e Ferroviário, rebaixados da Terceirona, se juntam a Caucaia, Iguatu e Pacajus. O Tubarão da Barra foi campeão do torneio em 2018, e a Águia da Precabura chegou em quarto lugar em 2021.

Ceará e Fortaleza encerram neste domingo (13), às 16 horas, as participações na Série A do Brasileirão de 2022. O Alvinegro, já rebaixado, recebe o Juventude na Arena Castelão.

O Tricolor vai até a Vila Belmiro encarar o Santos. Em caso de vitória diante dos paulistas e derrota ou empate do América-MG para o Atlético-GO ou de derrota do Atlético-MG para o Corinthians, o Leão do Pici garante vaga na Libertadores de 2023.

Qualquer combinação de resultados diferente leva o time do técnico Juan Pablo Vojvoda para a Copa Sul-Americana do ano que vem.

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