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Morre Joan Didion, lendária escritora americana, aos 87 anos

Uma das principais expoentes do Novo Jornalismo, a escritora morreu nesta quinta-feira (23) devido a doença de Parkinson
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Joan Didion (Foto: Reprodução)

Joan Didion (Foto: Reprodução)

A escritora americana Joan Didion morreu aos 87 anos nesta quinta-feira (23). A morte foi confirmada por Paul Bogaards, executivo da Knopf, editora da autora. 

A lendária ensaísta e romancista - muito reverenciada como uma das escritoras mais importantes da América - faleceu em sua casa em Manhattan, nos EUA, na manhã de hoje devido a complicações da doença de Parkinson.

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Joan Didion é mais conhecida por narrar a contracultura dos anos 1960 em seu best-seller de ensaios "Slouching Towards Bethlehem", bem como em suas memórias de 2005 "The Year of Magical Thinking" (O Ano do Pensamento Mágico), que detalha sua dor após a morte de seu marido, John Gregory Dunne, enquanto sua filha, Quintana, passava por um grave problema de saúde.

Ela nasceu em Sacramento, na Califórnia, no dia 5 de dezembro de 1934. Se formou pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1956, como bacharel em Inglês. Grande parte dos textos da escritora ilustra sobre o contexto de sua vida na Califórnia, especialmente durante os anos 60, como o mundo em que ela cresceu “começou a parecer parado”.

Joan Didion, seu marido e sua filha em 1968 (Foto: Divulgação/Julian Wasser, Netflix)

Joan Didion, seu marido e sua filha em 1968 (Foto: Divulgação/Julian Wasser, Netflix)

Colaborou com o The New York Review of Books e na revista The New Yorker. Com o marido, fez diversos roteiros. Joan Didion escreveu nove romances e oito livros de não-ficção. Entre seus livros mais famosos está The White Album (O Álbum Branco), de 1979 – que foi considerado em um suporte para explicar a Califórnia como “a capital paranoica do mundo”.

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Joan também era conhecida por ser uma observadora da política americana que usava uma distinta técnica de reportagem unindo reflexões pessoais e análises sociais. Seu nome e estilo de narrativa foi associado com o Novo Jornalismo, ao lado de Tom Wolfe e Hunter Thompson, apesar de os laços da escritora com este movimento nunca terem sido muito fortes.

Em 2017 foi lançado o documentário Joan Didion: The Center Will Not Hold (Joan Didion: o Centro Cederá) sobre a sua vida, o diretor foi seu sobrinho Griffin Dunne. Ao lado da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, a estadunidense era bem cotadas pela crítica e apostas para levar o Nobel da Literatura de 2021. 

Joan Didion e John Gregory Dunne (Foto: Getty Images)

Joan Didion e John Gregory Dunne (Foto: Getty Images)

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