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Polícia diz que Marília Mendonça morreu vítima de politraumatismo provocado por queda de avião

Morreram no acidente outras quatro pessoas: o piloto, Geraldo Medeiros; o copiloto, Tarciso Viana; o produtor Henrique Ribeiro; e o tio e assessor de Marília, Abicieli Silveira Dias Filho.
Marília Mendonça morreu aos 26 anos — Foto: Reprodução/Instagram
1 de 4 Marília Mendonça morreu aos 26 anos — Foto: Reprodução/Instagram

Marília Mendonça morreu aos 26 anos — Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que a cantora Marília Mendonça morreu vítima de politraumatismo, provocado pelo acidente de avião ocorrido em Caratinga, na Região do Vale do Rio Doce, no último dia 5.

Além da artista, também morreram o piloto, Geraldo Medeiros; o copiloto, Tarciso Viana; o produtor Henrique Ribeiro; e o tio e assessor de Marília, Abicieli Silveira Dias Filho. Todos foram vítimas de politraumatismo contuso, de acordo com o médico-legista Thales Bittencourt de Barcelos (veja vídeo abaixo com trecho da entrevista).

Marília Mendonça: PC confirma que todos morreram com politraumatismo no acidente aéreo

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Os detalhes do laudo do Instituto Médico Legal (IML) e do andamento das investigações da Polícia Civil foram apresentados em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (25).

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  • Vídeo mostra momento em que policiais chegam para resgate

Segundo ele, todos os ocupantes morreram em consequência do choque da aeronave com o solo. Ou seja, as mortes aconteceram apenas depois que todos já estavam no chão.

Vídeo mostra momento em que policiais chegam ao local do acidente com Marília Mendonça

Vídeo mostra momento em que policiais chegam ao local do acidente com Marília Mendonça

Linhas de investigação

Um piloto que pousou 20 minutos depois do acidente aéreo disse que não ouviu no rádio qualquer problema vindo da aeronave em que Marília Mendonça estava.

  • Polícia Civil trabalha com duas linhas de investigação para causas do acidente aéreo
  • Piloto que pousou 20 minutos depois do acidente disse que tripulação não reportou problemas

A afirmação foi feita em depoimento à Polícia Civil, que investiga as causas do acidente, e também foi detalhada na coletiva de imprensa.

Piloto que pousou 20 minutos depois do acidente disse que tripulação não reportou problema

Piloto que pousou 20 minutos depois do acidente disse que tripulação não reportou problema

Esse piloto vinha de Viçosa e pousou no aeroporto de Caratinga. Ele se comunicou com a aeronave onde Marília estava e nenhuma anormalidade foi relatada.

Segundo o delegado Ivan Lopes Sales, a testemunha disse que o avião da cantora estava em procedimento de pouso.

A polícia agora trabalha com duas linhas de investigação para explicar a queda do avião:

  • a hipótese de que as linhas de distribuição de uma torre da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) teriam provocado o acidente
  • a possibilidade de pane nos motores, o que depende de investigação do Cenipa, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.
"A gente avançou com essa oitiva. Não descartamos nenhuma possibilidade. Mas há fortes indícios que as linhas de transmissão teriam sido as causadoras do acidente", disse o delegado Ivan Lopes Sales.

Não há prazo para a conclusão do inquérito.

Crea também apura

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) abriu investigação sobre a instalação de torres de distribuição da Cemig em Caratinga, segundo o delegado Ivan Lopes Sales.

O g1 entrou em contato com o Crea-MG, para saber mais detalhes, e aguarda retorno.

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Imagem enviada pela Cemig mostra o posicionamento da linha de distribuição — Foto: Cemig/ Reprodução
2 de 4 Imagem enviada pela Cemig mostra o posicionamento da linha de distribuição — Foto: Cemig/ Reprodução

Imagem enviada pela Cemig mostra o posicionamento da linha de distribuição — Foto: Cemig/ Reprodução

O que diz a Cemig

Procurada, a Cemig disse que a linha de distribuição atingida "está fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga, nos termos de Portaria específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica Brasileiro".

Leia a nota na íntegra:

"A Cemig esclarece que a Linha de Distribuição atingida pela aeronave prefixo PT-ONJ, no trágico acidente do dia 5 de novembro, está fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga, nos termos de Portaria específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica Brasileiro (como mostra imagem já divulgada pela Cemig).

Reiteramos que a Cemig segue rigorosamente as Normas Técnicas Brasileiras e a regulamentação em vigor em todos os seus projetos.

A sinalização por meio de esferas na cor laranja é exigida para torres em situações específicas, entre elas estar dentro de uma zona de proteção de aeródromos, o que não é o caso da torre que teve seu cabo atingido.

As investigações das autoridades competentes irão esclarecer as causas do acidente. A Companhia mais uma vez lamenta esse trágico acidente e se solidariza com parentes e amigos das vítimas."

O Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais acompanha as investigações sobre a queda do avião. O órgão instaurou procedimento um dia após o acidente. Quem avalia as causas da queda é o Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)

O MPF enviou ofício ao 3º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) requisitando o encaminhamento do relatório final do acidente, quando então será analisada a necessidade de adoção das medidas cabíveis.

Também foi pedido que, caso constatado algum elemento que confirme riscos à segurança do tráfego aéreo, que o fato seja comunicado imediatamente ao MPF antes mesmo da conclusão das investigações.

A aeronave
Bimotor caiu em uma cachoeira em Caratinga, em Minas Gerais — Foto: Carlos Eduardo Alvim/TV Globo
3 de 4 Bimotor caiu em uma cachoeira em Caratinga, em Minas Gerais — Foto: Carlos Eduardo Alvim/TV Globo

Bimotor caiu em uma cachoeira em Caratinga, em Minas Gerais — Foto: Carlos Eduardo Alvim/TV Globo

O avião que caiu era um Beechcraft King Air C90a, um bimotor bastante utilizado na aviação executiva no mundo inteiro, da companhia de táxi aéreo PEC.

A aeronave fabricada em 1984 tinha capacidade para 6 passageiros e estava em situação normal de aeronavegabilidade, ou seja, estava dentro dos parâmetros para fazer esse tipo de transporte, e autorizado para a aviação executiva.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que o avião não tem caixa-preta.

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Infográfico mostra local do acidente que vitimou Marília Mendonça — Foto: Arte G1
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Infográfico mostra local do acidente que vitimou Marília Mendonça — Foto: Arte G1

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