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Bolsas de NY fecham em alta, com maior alívio com ômicron e de olho em dados

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta, 23, pela terceira sessão consecutiva, em mais um dia no qual investidores focaram em sinal

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta, 23, pela terceira sessão consecutiva, em mais um dia no qual investidores focaram em sinalizações de que a variante ômicron do coronavírus terá potencialmente um impacto menor do que foi temido, algo reforçado por estudos apresentando menor gravidade dos quadros e eficácia de vacinas. O tema se sobrepôs à divulgação de indicadores nos Estados Unidos, especialmente o índice de preços ao consumidor (PCE, na sigla em inglês) de novembro, que avançou acima do esperado e reforçou uma percepção de aperto monetário no país.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,55%, aos 35950,56 pontos, o S&P 500 subiu 0,62%, aos 4725,79 pontos, e o Nasdaq avançou 0,85%, aos 15653,37 pontos. Na semana, houve alta de 0,15%, 1,22% e 3,12%, respectivamente.

Com a baixa liquidez no fim do ano e indisposição de investidores em tomar posições assertivas, é "difícil racionalizar o movimento dos mercados", segundo o Rabobank. A LPL Research aponta que houve força particular nos setores de consumo discricionário e de tecnologia, que impulsionaram o Nasdaq a um avanço semanal maior do que o do S&P 500.

A análise lembra que o avanço se consolidou mesmo em meio a preocupações com os efeitos da ômicron na economia. No noticiário pandêmico, estudos realizados na Escócia e na África do Sul indicam que a nova cepa tem provocado quadros mais brandos da doença e menos hospitalizações em comparação com a delta. Quanto às vacinas, a AstraZeneca afirmou que uma terceira dose de seu imunizante contra a doença mostrou eficácia robusta na proteção às infecções.

Ainda hoje, na avaliação do Citi, o avanço anual de 4,7% em novembro no núcleo do PCE, acima do consenso de 4,5%, manterá os dirigentes do Fed focados em se proteger contra a alta dos preços, aumentando as taxas de juros em junho, com risco de elevação nas taxas de março. Após a publicação deste e de outros dados americanos, a aposta do mercado por um primeiro aumento de juros pelo Fed já em março de 2022 aumentou de 52,8% ontem para 56,5%, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

Um dos destaques do dia foi a Tesla, que se viu envolvida nos últimos dias com os anúncios de vendas de ações pela CEO da empresa, Elon Musk, e subiu 5,76%.

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